quarta-feira, 8 de julho de 2026

Federação Argentina é investigada pelo FBI após transações suspeitas nos EUA.

Quarta-feira, 08 de julho de 2026.

Departamento de Justiça americano investiga transações da entidade presidida por Claudio Tapia.

Empresa TourProdEnter LLC, que atuava como agente de cobrança de contratos com Adidas e Warner, está no centro das apurações.

Enquanto a seleção argentina avança como uma das favoritas na Copa do Mundo de 2026, a AFA enfrenta um adversário bem mais complicado fora dos gramados.

O FBI e procuradores federais dos Estados Unidos investigam a Associação do Futebol Argentino (AFA) por transações financeiras milionárias em território americano. A suspeita é que parte da movimentação de mais de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,55 bilhão) possa configurar crimes como lavagem de dinheiro ou fraude bancária.

Como a investigação começou.

Segundo informações do jornal argentino “La Nación”, as apurações ganharam corpo ao longo de 2025 e são conduzidas diretamente de Washington. Os procuradores-gerais Patrick Gushue e Christopher Ting lideram o caso, com apoio de Michael Berger, que atua no Distrito Sul da Flórida. O currículo dos investigadores impressiona e dá a dimensão da seriedade com que o caso é tratado pelo Departamento de Justiça americano.

Gushue integra a Unidade de Integridade Bancária, setor especializado em crimes financeiros de alta complexidade. Já Berger carrega no histórico a condenação do ex-controlador-geral do Equador, Carlos Ramón Polit Faggioni, por lavagem de dinheiro em Miami. A experiência da equipe sugere que os americanos não estão dispostos a tratar o caso como uma simples irregularidade contábil.

O que pode acontecer!

Caso as suspeitas de lavagem de dinheiro ou fraude bancária se confirmem, a AFA pode enfrentar sanções severas que vão muito além das fronteiras argentinas. O sistema judiciário americano tem poder para bloquear ativos, aplicar multas bilionárias e até mesmo impedir que a entidade realize novas transações financeiras em dólar — o que paralisaria contratos comerciais vitais para a manutenção do futebol argentino.

Por Escrete de Ouro - Com informações do FI 

Nenhum comentário: