Terça-feira, 03 de fevereiro de 2026.
| Foto: Divulgação |
Uma polêmica tomou conta dos
bastidores da Série D do Campeonato Brasileiro nos últimos dias. Diversos
clubes que disputarão a competição nesta temporada demonstraram insatisfação
com a forma como foi apresentado um manifesto divulgado pelo Porto Velho-RO,
que acabou sendo interpretado, de maneira equivocada, como um posicionamento
coletivo das equipes da divisão.
Segundo dirigentes ouvidos pela
reportagem, não houve deliberação conjunta nem autorização para que o documento
fosse veiculado em nome dos clubes da Série D. O presidente do ASA de
Arapiraca, Rogério Siqueira, se manifestou publicamente sobre o assunto e fez
questão de esclarecer a situação.
Não houve deliberação coletiva nem
posicionamento oficial dos clubes. O manifesto não foi discutido em grupo e
tampouco autorizado para representar todos os participantes da Série D”,
afirmou Rogério Siqueira, presidente do ASA.
De acordo com dirigentes, o grupo
formado por clubes da Série D trata exclusivamente de temas ligados à
organização e às demandas da Série D 2026, sem qualquer autorização para
manifestações públicas em nome do coletivo.
COTAS GERAM INSATISFAÇÃO
Paralelamente à polêmica envolvendo o
manifesto, os clubes da Série D que também disputarão a Copa do Brasil nesta
temporada formalizaram uma solicitação à Confederação Brasileira de
Futebol (CBF). O pedido é claro: revisão e aumento das cotas de
participação na competição nacional.
A insatisfação ocorre porque, apesar
da ampliação do número de clubes na primeira fase da Copa do Brasil —
de 80 para 126 participantes —, os valores das cotas foram reduzidos em relação
a 2025. A decisão causou revolta entre os dirigentes, principalmente
daqueles que já estavam garantidos anteriormente no torneio.
Fontes ligadas aos clubes da Série D
afirmam que a CBF aumentou o número de representantes nas competições
nacionais, mas sem elevar a premiação, o que gerou impacto
financeiro direto nas equipes de menor orçamento.
QUEDA BRUSCA
Na prática, os valores previstos
inicialmente sofreram uma queda considerável. O montante, que girava em torno
de R$ 871.500,00, foi reduzido para cerca de R$ 210 mil para
clubes não ranqueados que disputarão a fase inicial da Copa do Brasil. A
mudança provocou alvoroço, especialmente entre equipes que disputarão
simultaneamente a Série D.
A expectativa dos clubes, incluindo
os participantes da Série D, era de que não houvesse redução nas cotas,
já que a Copa do Brasil sempre foi vista como uma oportunidade de alívio
financeiro para a sequência da temporada.
Para efeito de comparação, em relação ao ano passado, a projeção era de um aumento que chegaria a aproximadamente R$ 830 mil, cenário que não se concretizou. Até o momento, a CBF não se posicionou publicamente sobre o tema. Fonte: AFI