Domingo, 27 de setembro de 2026.
| José Boto analisa o mercado europeu durante participação em evento esportivo em Portugal (Foto: Gilvan de Souza / CRF) |
Aproveitando a paralisação do
calendário nacional por conta da Data Fifa, o executivo de futebol
do Flamengo, José Boto, marcou presença no evento Portugal
Football Summit. Em conversa com a imprensa local, o dirigente fez uma
avaliação sobre o mercado da Liga Portugal e citou abertamente
quatro atletas que militam no país ibérico e que teriam capacidade técnica para
integrar o elenco rubro-negro.
Entre os atletas mencionados pelo
dirigente figura o meia argentino Gianluca Prestianni, do Benfica.
O jovem esteve no centro de uma controvérsia internacional ao receber uma
suspensão preventiva de seis partidas aplicada pela Uefa, sob
acusação de conduta discriminatória contra Vini Jr. em duelo
diante do Real Madrid pela Uefa Champions League.
Durante um amistoso recente de intertemporada em solo português, o argentino
chegou a ser fortemente vaiado pela torcida do Flamengo, que entoou cantos em
apoio ao ídolo da Gávea.
Além de Prestianni, o diretor do clube carioca destacou outros três nomes de peso que atuam nos principais times do continente europeu:
Maximiliano Araújo (Sporting): atleta uruguaio
com capacidade para atuar como lateral ou ala pelo lado esquerdo, e que
disputou a última edição da Copa do Mundo por sua seleção.
Victor Froholdt (Porto): meio-campista
dinamarquês apontado por Boto como uma grata surpresa sob seu
monitoramento desde a temporada anterior.
Tomás Araújo (Benfica): jovem zagueiro
português que vem se firmando como uma das promessas do setor defensivo no
futebol europeu.
— Há bastante jogadores aqui que eu
gostaria de contratar. O Prestianni é um excelente jogador, o Maxi Araújo, o
Froholdt do Porto… e também portugueses como o Tomás Araújo. São atletas que
caberiam perfeitamente no Flamengo — afirmou o dirigente em entrevista ao
jornal Record.
A barreira do mercado e o fator
financeiro
Apesar de elogiar a qualidade do
ecossistema futebolístico português, Boto refletiu sobre a
resistência cultural que ainda impede a migração direta de atletas da Europa para
a América do Sul.
O dirigente enfatizou que o poder
aquisitivo dos principais clubes do Brasil já permite praticar
vencimentos compatíveis com os padrões europeus. Contudo, a falta de hábito de
atletas portugueses em enxergar o futebol brasileiro como um caminho de
carreira imediato permanece sendo o principal gargalo nas negociações.
Por Escrete de Ouro - Com informações do Lance!