Domingo, 1º de novembro de 2026.
A Raposa conquista a América pela primeira vez em sua história.

Letícia Ferreira, peça importante na conquista do Cruzeiro.
Hegemônico no futebol feminino ao
longo dos últimos anos, o Corinthians amargou mais um vice-campeonato em 2026 e
viu o Cruzeiro celebrar pela primeira vez o título da Libertadores. O placar no
Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, chegou a estar 3 a 0 para o time paulista, mas
as cruzeirenses foram persistentes e buscaram o empate por 4 a 4. Nos pênaltis,
vitória por 5 a 4 para o time mineiro.
Campeão 2017, 2019, 2021, 2023, 2024
e 2025, o clube do Parque São Jorge buscava o sétimo título. Em vez disso,
amargou o terceiro vice da temporada, após perder a Copa dos Campeões da Fifa
para o Arsenal, a Supercopa Feminina para o Palmeiras e o Brasileirão para o
São Paulo. Nos bastidores, as jogadoras vivem os mesmos problemas do elenco
masculino, com atrasos nos pagamentos ao longo de todo o ano.
O JOGO
A primeira metade do jogo foi
disputada predominantemente no campo de defesa do Cruzeiro, que não fez o
suficiente para segurar o ímpeto o corintiano. Não à toa, a equipe paulista
abriu o placar ainda aos três minutos, quando Gabi Zanotti subiu sem marcação,
dentro da grande área, para completar de cabeça o cruzamento de Gi Fernandes e
colocar a bola na rede.
Foi o 100º gol de Zanotti com a
camisa do Corinthians, clube que ela defende desde 2018 e pelo qual empilhou
títulos desde então. Perto do final do primeiro tempo, aos 43, veio o gol 101,
quando Isadora saiu jogando mal e entregou a bola nos pés de Vic Albuquerque,
que tocou para a camisa 10 marcar mais um e ampliar o placar.
Ao longo da primeira etapa, pouco se
viu do futebol que o Cruzeiro apresentou nas outras fases do torneio
continental. Principal estrela do time, Byanca Brasil fazia um jogo muito
discreto e mal pegou na bola.
No segundo tempo, o Corinthians
voltou a balançar a rede cedo, dessa vez aos quatro, em uma troca de passes que
terminou com gol de Vic Albuquerque. A sensação de que o jogo estava resolvido
passou rapidamente, afinal uma falha da goleira Lelê entregou a bola no pé de
Byanca Brasil, que tocou para o gol livre, aos seis minutos.
Pouco depois, aos 11, o Cruzeiro
diminuiu para 3 a 2, após a arbitragem marcar pênalti de Lelê em Marília, com o
auxílio do VAR, e Vitória Calhau converter batendo com firmeza. Nos primeiros
minutos após o segundo gol, as cruzeirenses viveram um momento de domínio e
viram as corintianas perderem força no meio de campo.
O time paulista retomou o controle
após certa dose de sofrimento no campo de defesa e ampliou o placar novamente
com mais um gol de Vic Albuquerque, servida por Gi Fernandes, que vivia grande
noite e era uma das melhores jogadoras em campo.
Insistente, o Cruzeiro diminuiu com
Ketlin, aos 29. A partir daí, passou a jogar com facilidade às costas da defesa
do Corinthians e teve chances de empatar, como em uma bomba de Letícia Ferreira
que parou no travessão. A mesma Letícia teve outra chance, de cabeça, e dessa
vez marcou para levar a decisão aos pênaltis.
PÊNALTIS
Nas cobranças, Byanca Brasil e Vic
Albuquerque começaram acertando, para deixar tudo igual. Letícia Ferreira e
Duda Sampaio fizeram o mesmo, antes de Lelê defender a batida de Pri Back, mas
o Corinthians não ficou em vantagem por muito tempo porque Jaquelina bateu
muito mal, por cima do gol.
Em seguida, Michelle Romero converteu
para as cruzeirenses, e Belén Aquino respondeu fazendo para o Corinthians.
Vitória Calhau e Taís também fizeram, por isso foram necessárias as cobranças
alternadas. Bedoya perdeu para o time mineiro, assim como fez Robledo para o
lado paulista. Milena Ferreira marcou, e Gi Fernandes parou na goleira Camila.
Cruzeiro campeão.
Fonte: Agência Futebol Interior - AFI / SP
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