Segunda-feira, 05 de outubro de 2026.
Clube teve média de 12,2 mil
torcedores por jogo na quarta divisão, acima de equipes da elite nacional.
O documentário parte desse momento
para contar uma história que vai além dos resultados dentro de campo.
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| Torcida do ABC (foto: Canal Peleja) |
Mesmo longe das principais divisões
do futebol brasileiro, o ABC viveu uma campanha marcada pela presença da
torcida nas arquibancadas. Foi a partir desse movimento que o PELEJA, em
parceria com a Netshoes, foi a Natal para entender o que mantém a mobilização
em torno do clube e como a relação entre ABC, torcida e cidade foi construída
ao longo de mais de um século.
Durante a Série D de 2026, o clube
potiguar levou 122.483 torcedores aos dez jogos em que atuou como mandante,
média de 12.248 por partida, a maior da competição. O número supera as médias
registradas por Chapecoense, Mirassol e Red Bull Bragantino no primeiro turno
da Série A. No jogo que garantiu o acesso à Série C, contra o Nacional-AM,
31.059 pessoas foram à Arena das Dunas, maior público do estádio desde a Copa
do Mundo de 2014.
O documentário parte desse momento
para contar uma história que vai além dos resultados dentro de campo. Ao
percorrer diferentes espaços de Natal, a produção mostra como futebol, cultura
e identidade se misturam no cotidiano da capital potiguar e ajudam a explicar o
espaço ocupado pelo ABC na cidade.
“O futebol nordestino possui muitos
universos particulares que merecem protagonismo, com estéticas marcantes e
histórias centenárias de paixão e pertencimento. Seja por estereótipos
ultrapassados ou apenas por falta de interesse, algumas dessas histórias ainda
são mais desconhecidas do que deveriam”, afirma Vitor Daniel, diretor do
minidocumentário.
A história do ABC ajuda a explicar
como essa relação foi construída. Fundado quando Natal ainda era uma cidade
pequena, o clube nasceu ligado à elite portuária, mas rapidamente se
popularizou entre pescadores, trabalhadores e comerciantes. Ao longo das décadas,
seu crescimento acompanhou a própria urbanização da capital potiguar. “Natal
cresceu junto com o seu futebol, se projetou junto com os seus grandes clubes e
sorri e chora junto com eles”, explica Vitor.
Essa presença também aparece fora dos
estádios. O documentário passa pelo grafite, hip-hop, samba e pela cultura das
arquibancadas para mostrar como a identidade alvinegra ocupa diferentes espaços
da cidade. A Gang Alvinegra, uma das principais torcidas organizadas do clube,
aparece tanto pela presença nos jogos quanto por sua relação com movimentos
sociais, diversidade e projetos realizados fora das arquibancadas.
“A Netshoes valoriza histórias como a
do ABC. É estratégico estar em momentos que aliam identidade, a cultura e a
relação da torcida com um clube tão tradicional, pois isso também faz parte do
nosso posicionamento de marca e do que acreditamos como conteúdo e
pertencimento”, comenta Bruno Molina, gerente de redes sociais e influência da
Netshoes.
O novo documentário dá continuidade à
parceria entre as empresas, iniciada em 2021. Entre os projetos realizados está
o documentário sobre a Coligay, primeira torcida LGBTQIAP+ do mundo, que neste
ano venceu o Troféu João Saldanha na 16ª edição do CineFoot.
Pertencimento além do resultado
A passagem pela Série D também
permite ao documentário mostrar como a relação da torcida com o ABC se mantém
durante um período de reconstrução do clube. Ao longo da produção, torcedores
associam o time à identidade de Natal e do Rio Grande do Norte e falam sobre a
participação da arquibancada nesse processo.
Esse sentimento aparece também na
relação com os estádios. O Frasqueirão é tratado como a casa do ABC, enquanto a
Arena das Dunas ganhou espaço durante a campanha, recebeu grandes festas da
torcida e foi palco da partida que garantiu o acesso.
“Documentar a cultura abecedista é um
pilar indispensável no acervo da memória do futebol brasileiro. É uma forma de
nos lembrarmos dos gigantes que estão espalhados por aí, de torcidas que se
reinventam todos os dias e que resistem nas arquibancadas para reforçar a
pluralidade fascinante do nosso povo”, finaliza Vitor.
O documentário está disponível no
canal do PELEJA no YouTube e nas redes sociais do veículo
Por Escrete de Ouro - Com Informações da AFI / SP