Quinta-feira, 22 de outubro de 2026.
O Verdão venceu a disputa de pênaltis
por 5 a 3, no jogo de volta da semifinal, e garantiu a classificação.
O Palmeiras eliminou o Fluminense
nesta quarta-feira, no Nubank Parque, após vencer o jogo de ida no Maracanã por
2 a 1, e sobreviveu à semifinal para ser finalista da Libertadores pela oitava
vez em sua história.
Derrotado por 1 a 0 no tempo
regulamentar, resultado que igualou o agregado, o time paulista reagiu nos
pênaltis.
HISTÓRIA DA LIBERTADORES
Dentro da era Abel Ferreira, que já
ergueu duas taças do torneio, será a quarta final palmeirense. Com isso, ele
passa a ocupar a segunda posição no ranking de treinadores com mais finais, ao
lado de Felipão e dos uruguaios Roberto Scarone e Luis Cubilla. O líder do
ranking é o argentino Carlos Bianchi, com cinco finais, das quais venceu
quatro.
Na briga pelo título, o adversário
dos palmeirense pode ser o grande rival Flamengo, que empatou sem gols com o
Estudiantes na rodada de ida e disputa a partida de volta na quinta-feira, às
21h30, no Maracanã.
O JOGO
O Fluminense mostrou uma postura
corajosa no início do jogo e levou perigo ao gol de Carlos Miguel ainda no
primeiro minuto, com um chute cruzado de Arana defendido pelo goleiro
palmeirense. Embora não tenha conseguido sustentar a pressão no campo de ataque,
teve algum êxito ao subir a marcação para frear a saída de bola adversária.
Logo, contudo, a partida ficou
truncada, com erros de passes para ambos os lados e poucas alternativas
ofensivas. Após a pausa para a hidratação, foi a vez do Palmeiras marcar a
saída de bola tricolor na pressão, de forma que conseguiu ganhar corpo gradativamente
no campo de ataque, porém falhava em ser agressivo.
Perto dos minutos finais, o time da
casa se encolheu na defesa e viu os tricolores rodarem a bola muito perto da
área, o que exigia desarmes providenciais dos defensores para impedir a
evolução das jogadas. Quando o árbitro Estaban Ostojich apitou o fim da etapa,
tanto Fábio quanto Carlos Miguel mal haviam trabalhado.
SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começou nervoso, com
as duas equipes cometendo muitos erros. O Palmeiras buscava jogadas pelos lados
do campo, que terminavam frequentemente com um jogador de ataque encurralado
perto da linha de fundo, sem opções. Arias e Flaco estavam isolados, e o meio
de campo repleto de volantes tinha dificuldade de articular.
Os palmeirenses melhoraram na segunda
metade da etapa final e foram capazes de construir lances mais consistentes,
como uma finalização de Sosa que acertou a rede pelo lado de fora e assustou os
tricolores. Foi neste momento em que o time da casa crescia no jogo que
Hércules recebeu a bola após ótima jogada individual de Wesley Natã e chutou de
fora da área para vencer Carlos Miguel.
A torcida alviverde se comprometeu em
apoiar o time logo que o gol adversário saiu, e até houve algum esforço dos
jogadores em campo, mas as poucas oportunidades criadas foram desperdiçadas,
por isso a decisão foi para os pênaltis.
OS PÊNALTIS
Maurício converteu a primeira
cobrança palmeirense e Thiago Silva fez o mesmo para os tricolores, antes Gómez
marcar para jogar a pressão novamente à equipe carioca, que acertou com
Hércules.
Sosa e Guilherme Arana também
converteram, como fez Piquerez. Quem desperdiçou foi Nonato, barrado por Carlos
Miguel. Então, foi a vez de Marlon Freitas colocar o Palmeiras na final.

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