Sexta-feira, 09 de outubro de 2026.
O Vasco conseguiu na Justiça o
direito de mandar no Maracanã o confronto contra o Boca Juniors, pela semifinal
da Copa Sul-Americana. A decisão foi tomada pelo desembargador Marco Antônio
Ibrahim, presidente da 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do
Rio de Janeiro (TJRJ), que considerou manifestações técnicas de órgãos de
segurança e recomendações do Ministério Público para autorizar a utilização do
estádio.

Estádio Jornalista Mário Filho conhecido como "O Maracanã".
A partida está prevista para 20 de
outubro de 2026, às 21h30. Na determinação, o magistrado ordenou que o Estádio
Jornalista Mário Filho seja disponibilizado ao Vasco da Gama SAF, considerando
o posicionamento da Polícia Militar sobre a realização do evento. A decisão
também levou em conta a necessidade de comunicar formalmente a liberação ao
clube para que o estádio fosse indicado à Conmebol dentro do prazo
estabelecido, em 5 de outubro.
Segurança do evento pesou na decisão
Entre os elementos considerados pelo
desembargador estão as manifestações do Batalhão Especializado em Policiamento
de Estádios (BEPE) e as recomendações do Grupo de Atuação Especializada do
Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST), do Ministério Público. Os órgãos
indicaram o Maracanã como a opção preferenciale mais segura para receber uma
partida internacional com elevado grau de complexidade operacional e rivalidade
entre as torcidas brasileira e argentina.
Ibrahim também mencionou um ofício do
procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, encaminhado ao
governador. O documento ressaltava o interesse público na segurança do evento e
a urgência relacionada ao prazo estipulado pela Conmebol para a definição do
estádio.
Na avaliação do magistrado, os
argumentos agronômicos apresentados pela concessionária responsável pelo
Maracanã não deveriam se sobrepor às garantias de segurança pública, diante das
manifestações técnicas reunidas no processo.
Outro aspecto destacado na decisão
foi o histórico de recusas à utilização do Maracanã pelo Vasco. Para o
desembargador, a frequência dessas negativas evidencia uma disparidade de
tratamento em comparação com Flamengo e Fluminense, clubes gestores do estádio.
Por Escrete de Ouro. Com informações do Lance!
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