Quarta-feira, 23 de setembro de 2026.
A partida, válida pela Copa Simón Bolívar, estava empatada por 2 a 2 quando o árbitro Carlos Arteaga marcou a penalidade.
A polêmica não terminou com o apito
final. Após analisar o lance, a Comissão Nacional de Árbitros da Federação
Boliviana considerou que a infração não aconteceu.
Goleiro Gustavo Tesonotte, do Wilstermann Cooperativas decidiu não tentar defender. Foto: Reprodução
Uma cena inusitada chamou atenção
durante uma partida da segunda divisão da Bolívia. O goleiro Gustavo Tesonotte,
do Wilstermann Cooperativas decidiu não tentar defender uma cobrança de
pênalti nos minutos finais do confronto diante do Independiente Cochabamba.
A partida, válida pela Copa Simón
Bolívar, estava empatada por 2 a 2 quando o árbitro Carlos Arteaga marcou a
penalidade. Os jogadores do Wilstermann contestaram a decisão e alegaram que
não havia ocorrido falta na jogada.
RECLAMAÇÕES
Tesonotte participou das reclamações
e, quando chegou o momento da cobrança, adotou uma postura inesperada. O
argentino foi para o lado da trave e permaneceu imóvel, deixando a meta
praticamente sem proteção.
Ernesto Adiri assumiu a
responsabilidade pela cobrança e não teve dificuldades para colocar a bola nas
redes. O gol definiu a vitória do Independiente Cochabamba por 3 a 2, já nos
acréscimos da partida.
ÁRBITRO SUSPENSO
A polêmica não terminou com o apito
final. Após analisar o lance, a Comissão Nacional de Árbitros da Federação
Boliviana considerou que a infração não aconteceu e determinou a suspensão de
Carlos Arteaga por tempo indeterminado.
A entidade entendeu que a decisão
equivocada teve influência direta no resultado do confronto.
SEM VAR
O episódio aconteceu em uma
competição que não conta com o auxílio do VAR, o que fez com que a marcação
inicial fosse mantida mesmo diante dos protestos dos jogadores do Wilstermann.
O goleiro, por sua vez, afirmou posteriormente que a atitude foi discutida entre jogadores, comissão técnica e dirigentes presentes no estádio. Segundo Tesonotte, a intenção era protestar contra uma decisão que consideravam injusta.
Por Escrete de Ouro - Com informações da AFI / SP
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