sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Botafogo perde caminhão de gols no primeiro tempo, é roubado e cai nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Sexta-feira, 21 de agosto de 2026.

Santiago Arias e e Arthur Cabral, em lance da partida Botafogo 1x0 Cienciano. Vítor Silva/Botafogo

O Botafogo precisava de gols após o 6 a 1 em Cusco, no Peru. Mas desperdiçou um caminhão de chances no primeiro tempo, foi prejudicado por mais uma péssima arbitragem da Conmebol, venceu o Cienciano por apenas 1 a 0 nesta quinta-feira (20/8), no Estádio Nilton Santos, e acabou eliminado nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.

O Glorioso, que tinha feito a melhor campanha da fase de grupos, acabou pagando pela atuação vergonhosa na altitude, ainda com Franclim Carvalho no comando, e deixou o campo aos gritos de “time sem vergonha”. Agora, resta apenas o Campeonato Brasileiro, com uma sequência dura pela frente, contra Athletico-PR, Flamengo e Palmeiras.

O jogo

O Botafogo precisava de um gol cedo, e conseguiu, depois do Cienciano ensaiar uma pressão. Aos oito minutos, Álvaro Montoro cobrou falta com rapidez e precisão, com um lançamento para Danilo Pereira que dominou de peito, passou pelo goleiro e tocou para o gol vazio, fazendo o Estádio Nilton Santos vibrar e acreditar: 1 a 0.

Com a desvantagem devido ao desastre em Cusco, o Botafogo precisava ser preciso. Mas não foi. Álvaro Montoro estava fazendo um recital, desfilando categoria, mas seus companheiros não aproveitaram. Arthur Cabral perdeu pelo menos três ótimas chances, uma delas em que não conseguiu escorar para o gol após toque de Danilo Pereira.

Alex Telles cobrou uma falta perigosa, aos 22, defendida por Espinoza. Vitinho também desperdiçou uma ótima oportunidade, aos 31, em um dos inúmeros lançamentos de Montoro. Aos 36, Danilo chegou a fazer o segundo, após escanteio cobrado por Telles, mas o VAR chamou e o gol foi anulado por toque de mão – algo que, em Cusco, valeu.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o Botafogo ainda precisou queimar uma substituição, já que Warleson sofreu um ferimento profundo no queixo após uma entrada maldosa de Hohberg. A etapa inicial, que poderia ter terminado tranquilamente em 3 a 0, pelo menos, terminou só 1 a 0. A tarefa ficou ainda mais complicada.

Se a pontaria – ou melhor, a falta dela – foi o inimigo no primeiro tempo, no segundo foi a arbitragem. Aos quatro minutos, Cabello fez pênalti em Alex Telles. O árbitro deu, mas o jogo ficou paralisado por quase dez minutos, o VAR chamou (sem justificativa) e o horroroso Juan Benítez cancelou, apontando uma falta (mínima) de Vitinho em Martinich na origem do lance.

Pouco depois, o árbitro deixou de expulsar Santiago Arias. Ele chegou a colocar a mão no bolso para aplicar o segundo amarelo, mas desistiu. Bizarro. Fato é que, depois disso, e com o relógio ainda mais sendo inimigo, o Botafogo sentiu e deixou o ritmo cair. Aos 17, Arthur Cabral perdeu outra chance, de cabeça, após cruzamento de Vitinho.

No fim, quando já não havia muito mais tempo, Kadir e Edenílson desperdiçaram boas chances, enquanto Arthur Cabral, bastante vaiado, finalizou forte para uma boa defesa do goleiro. O Botafogo deveria ter feito mais e deixou o gramado aos gritos de “time sem vergonha”. Agora, é garantir pelo menos mais 15 pontos no Brasileirão.

Ficha técnica da partida.

BOTAFOGO 1 x 0 CIENCIANO

Local: Estádio Nilton Santos, em Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
Data/Hora: 20/8/2026 – 21h30 

Arbitragem toda do Paraguai.

Árbitro: Juan Benítez.
Assistentes: Eduardo Cardozo e Milcíades Saldívar 
VAR: Ulises Mereles 
Renda e público: 20.518 pagantes / 22.408 presentes
Cartões amarelos: Huguinho, Alex Telles, Justino e Ferraresi (Botafogo); Santiago Arias, Amondarain, Barreto, Cabello e Horácio Melgarejo (Cienciano)
Gol: Danilo Pereira, aos oito minutos do primeiro tempo.

Equipes:

O BOTAFOGO do técnico interino Rodrigo Bellão atuou com - Warleson (Gabriel Batista 50’/1ºT); Vitinho, Ferraresi, Justino e Alex Telles; Huguinho (Júnior Santos – Intervalo), Cristian Medina (Matheus Martins 29’/2ºT), Danilo (Edenílson 19’/2ºT) e Álvaro Montoro; Danilo Pereira (Kadir 19’/2ºT) e Arthur Cabral .

O CIENCIANO do técnico Horácio Melgarejo: Espinoza; Claudio Núñez, Amondarain, Becerra e Martinich; Barreto (Robles 18/2ºT), Santiago Arias (Caparó 14’/2ºT), Romagnoli (Bandiera – Intervalo) e Cabello; Hohberg (Aguirre 25’/2ºT) e Garcés (Succar 25’/2ºT.

Próximos jogos do Botafogo

O Botafogo agora se prepara para uma sequência duríssima no Campeonato Brasileiro, contra Athletico-PR (segunda-feira, dia 24, às 20h30, no Estádio Nilton Santos), Flamengo (dia 30, no Maracanã) e Palmeiras (6 de setembro, no Nilton Santos).

Fonte: Redação FogãoNET / Rio de Janeiro

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