Terça-feira, 07 de abril de 2026.
Competição inicia nesta terça-feira
com sete brasileiros na disputa de um título que o país não conquista desde
2021.
| Santos, Atlético-MG, Grêmio, São Paulo, Botafogo e Vasco são campeões da Libertadores que estarão na Sul-Americana — Foto: Reprodução/ChatGPT |
Competição inicia nesta terça-feira
com sete brasileiros na disputa de um título que o país não conquista desde
2021.
Nesta terça-feira, tem início a 25ª
edição da Copa Sul-Americana. São sete times brasileiros entre 32 que disputam
a fase de grupos. O Vasco, sem o técnico Renato Gaúcho, é o primeiro a entrar
em campo, às 19h, contra o Barracas Central na Argentina.
Os representantes do Brasil no torneio são: Botafogo, Vasco, Atlético-MG, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino e Grêmio. Eles estão espalhados em sete dos oito grupos da competição, nos quais apenas o líder avança direto às oitavas de final. Os segundos colocados disputam um playoff contra os terceiros das chaves da Conmebol Libertadores.
A edição deste ano reúne muitos times
tradicionais do continente, nomes conhecidos do futebol mundial e a chance de
uma conquista inédita para muitos clubes. Abaixo, o ge lista
sete motivos que dão à Sula de 2026 uma "cara de Libertadores".
Mais times campeões de Libertadores
O principal elemento da Sul-Americana
deste ano é justamente a presença massiva de campeões do maior torneio da
Conmebol. São 10 equipes que já conquistaram a "Glória Eterna": Grêmio,
Santos, São Paulo, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, River Plate, Racing, San
Lorenzo e Olímpia. No total, somam 21 títulos. Apenas para citar, a
Libertadores 2026 tem 30 títulos somados entre os clubes participantes.
Mais títulos continentais
Além das 21 Libertadores dos 10
times, como citado acima, há também cinco conquistas da própria Sul-Americana.
Quatro equipes que venceram a Libertadores conquistaram também a Sula (São
Paulo, River, Racing e San Lorenzo), além do Cienciano, do Peru.
O total de 26 títulos do continente,
considerando apenas as duas atuais competições da Conmebol, é o maior da
história reunido na mesma edição do torneio. Torneios como a Copa Conmebol e a
Copa Mercosul não foram considerados nesta contagem. Existe
um movimento para unificação dos títulos em andamento, mas ainda
sem definição.
Mais brasileiros campeões de
Libertadores
A Sul-Americana deste ano conta com
sete brasileiros, seis que já conquistaram a América – a exceção é o
Bragantino. O número é exatamente o mesmo do ano passado, quando o Vitória era
o único a não ter sido campeão continental. Porém, o número de títulos é maior
em 2026, impulsionado pelos tricampeões São Paulo e Santos, ausentes no ano
passado. Enquanto em 2025 tinha nove conquistas no total, esta temporada tem
12.
River Plate: o "inimigo número
1"
Certamente um dos principais
postulantes ao título da Sul-Americana é o gigante argentino, fora da
Libertadores após 12 anos – em 2014, foi campeão da própria Sula. Nas últimas
temporadas, o River foi dos poucos times a tentar ameaçar a hegemonia brasileira
no topo do continente, embora tenha conseguido ser apenas semifinalista, duas
vezes, após perder o título para o Flamengo em 2019.
Na busca por voltar a conquistar um
título, o clube aposta no técnico Eduardo Coudet, velho conhecido
das torcidas de Internacional e Atlético-MG. Foi ele o escolhido para
substituir Marcelo Gallardo, maior vencedor da história do River, mas que não
conseguiu repetir o desempenho da primeira passagem ao retornar ao Millonario
em 2024.
Em campo, o River Plate inicia a Sula
em uma crescente com Chacho Coudet. Em quatro jogos sob o novo comando, venceu
todos. O elenco tem vários nomes conhecidos, como Quintero, Armani, Montiel e
Acuña, esses três campeões do mundo com a Argentina, além de Aníbal Moreno,
Fausto Vera, Bustos, Viña e Galoppo, todos com passagem pelo futebol
brasileiro.
Medalhões espalhados
Além do estrelado River Plate, a
Sul-Americana tem jogadores famosos (sem falar em Neymar no Santos) em outras
equipes estrangeiras. Alguns exemplos: Falcao Garcia, centroavante
colombiano de 40 anos, atua no Millonarios, adversário do São Paulo. Marcos
Rojo, de 36, tem vasta experiência na seleção argentina. O zagueiro defende
o Racing, rival do Botafogo.
Do Uruguai, vem Martín
Cáceres, ex-Barcelona, Juventus e seleção. Com 39 anos, o lateral-direito e
zagueiro está no Juventud, modesto clube de seu país. Enfrentará o Atlético-MG.
Por fim, outros dois argentinos. O meia Pity Martínez nem é
tão veterano (32 anos), mas famoso pelas conquistas no River Plate, de onde
saiu este ano para o Tigre.
Já o centroavante Luciano
Vietto, da mesma idade de Pity, teve bastante rodagem pela Europa,
principalmente em times da Espanha, e também pelo futebol saudita. No Al-Hilal,
foi carrasco do Flamengo no Mundial de Clubes de 2022. Este ano, fechou com o
San Lorenzo, adversário do Santos na fase de grupos da Sula.
Jejum brasileiro é um desafio
Ao contrário da Libertadores, onde o
Brasil tem dominado os últimos anos, com sete títulos seguidos, a Sul-Americana
tem sido um tanto cruel com os brasileiros. O último a levantar a taça foi o
Athletico-PR, em 2021, com quatro vices consecutivos depois disso – São Paulo,
Fortaleza, Cruzeiro e Atlético-MG. Em 24 edições do torneio, o Brasil tem
apenas cinco títulos, com quatro equipes (Inter, Chapecoense e São Paulo foram
os outros).
Título que falta na galeria
Um ponto mais específico na disputa. Dos brasileiros que jogarão o torneio, somente o São Paulo já foi campeão. Ou seja, um título inédito para a maioria. Além do mais, no caso de times como Grêmio e Santos, a Sula é, entre os principais torneios possíveis de conquistar, o único que falta. O mesmo vale para o Olímpia, por exemplo, multicampeão no Paraguai, tri da Libertadores e com um título mundial.
Fonte: GE / RJ
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