domingo, 15 de fevereiro de 2026

Pressionado pela torcida, Coutinho é vaiado e vive momento de questionamentos no Vasco

Domingo, 15 de fevereiro de 2026.

A trajetória recente de Philippe Coutinho no Vasco ganhou mais um capítulo de questionamentos neste início de temporada. Substituído no intervalo da partida deste sábado (14), o meia deixou o campo sob vaias após o apito que encerrou a primeira etapa e não retornou ao banco de reservas para acompanhar o segundo tempo. Ele não presenciou o gol de empate marcado por Claudio Spinelli, nem a classificação nos pênaltis sobre o Volta Redonda, que garantiu o time na semifinal do Campeonato Carioca.

- Coutinho não estava bem no jogo, não estava legal, a gente resolveu tirar - explicou o técnico Fernando Diniz.

Cria de São Januário, Coutinho retornou ao clube em julho de 2024 cercado de expectativa e apoio. Nos primeiros seis meses após a volta, disputou 18 partidas, marcou três gols e deu uma assistência. O desempenho, embora regular em minutos, foi intercalado por jogos de menor influência ofensiva, sobretudo na criação de chances e na definição das jogadas.

Em 2025, com a realização de pré-temporada completa, o meia ampliou sua participação. Foram 56 jogos, 11 gols e cinco assistências — o maior número de partidas em uma única temporada na carreira. O jogador esteve presente na campanha que assegurou a permanência do Vasco na Série A do Campeonato Brasileiro e também na trajetória até a final da Copa do Brasil. Na decisão, no Maracanã, o time foi derrotado pelo Corinthians por 2 a 0. Ao longo do ano, a atuação de maior destaque ocorreu na vitória por 6 a 0 sobre o Santos, quando marcou dois gols.

A temporada também marcou uma sequência física estável, após períodos de lesões em passagens por Barcelona, Bayern de Munique e Aston Villa. Ainda assim, parte da torcida passou a cobrar maior participação em jogos decisivos. 

Em 2026, a derrota para o Bahia marcou um ponto de ruptura na relação com a torcida. Vaiado ao ser substituído, Coutinho voltou a ser alvo de críticas neste sábado, tanto pela atuação quanto pela ausência no banco durante o segundo tempo. Além do cenário externo, o camisa 10 começa a observar pelo retrovisor a ascensão de Johan Rojas, que tem recebido oportunidades e acumulado boas atuações quando acionado, ampliando a disputa por espaço no setor ofensivo.

Na coletiva após a classificação, Diniz afirmou que não percebeu a ausência do jogador na etapa final. O treinador aproveitou para falar da relação com o cria de São Januário.

- A minha relação com o Coutinho é mais próxima que vocês imaginam. É muito boa, ótima - revelou o treinador após a partida.

O momento atual expõe um cenário de avaliação contínua sobre o papel de Coutinho na equipe. Com presença constante em campo nas últimas temporadas, os números indicam participação relevante, mas o debate em torno de sua influência técnica, concorrência interna e desempenho em partidas de maior pressão segue em aberto.

Por Lucas Bayer e Márcio Iannacca – Lance.com.br / Rio de Janeiro (RJ) 

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